Aguda. Vinha sim. Vinha assim. Uma vez. Parava. Mais uma vez. Parava. E doía, como doía. Não tinha hora. Era parado no sinal pra atravessar a rua, o sinal fechado, e a mente vagueando na dor. O sinal aberto, os pés em desalinho, desalentado andava, sozinho, com sua dor. E doía. Com palavras, fotos, expressões, sons. Doía. E a dor escorria por todo o seu corpo, como chuva. E ele vivia, sem remédio, doendo, até não poder mais. Não tinha fuga, era apenas dor. Não tinha alivio, não tinha sono certo, não tinha nada de mais, era apenas dor.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Último dia.
- O que você olha?
- A vida que passa.
- Se arrepende?
- Um pouco, talvez...
- E agora?
- Estou em pedaços.
- O que vê?
- Nada.
- O que deseja?
- Um pouco de luz.
- Ainda dói?
- Nunca parou.
- Entendo.
- O que queres?
- Um pouco de paz.
- Entendo.
- [...].
- Até. (levantou-se, saiu, não olhou pra trás.)
-
- A vida que passa.
- Se arrepende?
- Um pouco, talvez...
- E agora?
- Estou em pedaços.
- O que vê?
- Nada.
- O que deseja?
- Um pouco de luz.
- Ainda dói?
- Nunca parou.
- Entendo.
- O que queres?
- Um pouco de paz.
- Entendo.
- [...].
- Até. (levantou-se, saiu, não olhou pra trás.)
-
Enquanto conversavam, a chuva caia lá fora, pessoas e pessoas viviam, sonhavam, sorriam, sem se dar conta de que era agora o último dia.
Ela saiu, não olhou pra trás, faltava agora apenas algumas horas, era o último dia, sabia disso, mais do que qualquer outra pessoa, se sentia só. Deixou tudo de lado, o nome, a vida, a história, queria apenas sentir. Antes de ir, se deixou ficar, vagou pela vida que teve, pelos sonhos que possuiu, pelas lembranças mais felizes. Sorriu, fechou a porta, os olhos, e foi. Não mais voltou.
Ela saiu, não olhou pra trás, faltava agora apenas algumas horas, era o último dia, sabia disso, mais do que qualquer outra pessoa, se sentia só. Deixou tudo de lado, o nome, a vida, a história, queria apenas sentir. Antes de ir, se deixou ficar, vagou pela vida que teve, pelos sonhos que possuiu, pelas lembranças mais felizes. Sorriu, fechou a porta, os olhos, e foi. Não mais voltou.
Servido por Lua Durand as: 17:34 9 Comentario's
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