sexta-feira, 16 de março de 2007

Somos JOVENS e daí?

E daí que temos tudo aos nossos pés, temos o mundo inteiro pela frente, temos liberdade de expressão, e ainda pensamos em desistir.
É, nós somos da geração que não se contenta com pouco, que quer sempre mais, que abre a boca para expor suas ideias, das quais muitas são revolucionarias, outras tantas são idiotas, mas todas são plausíveis.
Infelizmente chegamos a era do somente falar, os jovens estão se acomodando, os adultos perderam muitos de seus sonhos, e os idosos, alguns nem sonham mais, e quem cuida de todos?
Se temos tantas ideias, porque não pôr-las em prática? Porque nós nos acomodamos tanto? Não dá pra ser assim.
Somos jovens meu bem, e isso é passageiro, aproveite a vida, faça um passeio, escreva um livro, beba tequila, dance uma música, pule um muro, embale seus sonhos, faça-os crescer.

"A vida é bem mais do que parece, não se pode parar."
- A. L. Durand -

quinta-feira, 15 de março de 2007

Sua querida bola Nike.

Estamos bem perto da barbárie. Somos movidos por ela. A ganância. Queremos sempre mais, e os outros que se explodam. Você já parou pra pensar quem costurou a sua bola Nike da pelada do domingo? Nunca reparou nos dizeres que tem na embalagem?


- FEITO A MÃO. -

Bem é claro que eles não colocam assim em letras garrafais, muito provavelmente é uma frasesinha no fim da embalagem.
Mas, você sabe quais foras as mãos que a costuraram? Não? Pois devia saber um pouco mais da história da sua querida bola Nike.
São as mãos de quem passou de usuário para fabricante, meninos que procuram nisso um forma de ajudar ou até mesmo sustentar a renda da sua casa.
Meninos apenas meninos. Sem mãos, sem dedos, sem sonhos, sem nada. A agulha usada para costurar essa tal bola perto da mão desses meninos parecem mais espadas afiadissimas, um corte e pode ser fatal. Em muitos lugares que se fabricam as bolas quando um menino se corta, os mais velhos do local com um machado ou ferramenta similar cortam o dedo na falange livrando assim o garoto de ter uma ferida infeccionada o que em poucos dias pode levar-lo a morte.
A cada dedo perdido vai também um sonho, e o que fica? Cadê o menino que devia estar brincando, sonhando, pulando, vivendo. Foi escravizado meu bem, isso é triste. É de vida.

Acho que chegamos realmente a era da barbárie.

Notas:

- No texto, não condeno quem adquire ou usa o produto da citada marca, apenas mostro a mão de obra que o faz.
- Eles cortam logo o dedo, justamente por não possuir medicamentos que curem a ferida, e se não cortar, a ferida pode levar a gangrenação e pode evoluir para um quadro fatal.
- Os meninos em questão são oriundos de países pobres da África, e de outros lugares onde a Nike mantem suas fábricas globais.

domingo, 11 de março de 2007

Com tanta coisa nova por ai, aparece mais eu.

"Ah, pera só um minutinho, deixa eu terminar de me arrumar."
"Pronto, pronto..."
- pausa pro almoço. -
"Já volto."
"Voltei."

* Com tanta coisa boa pela net, lá vem eu nos caminhos incertos das palavras, tentar a sorte nessa grande rede. *

Difícil.
De mais.
O que escrever?
Não sei.
Sou poeta meu bem.
Poetas são bobos.
Poetas são loucos.
São poetas.

Eu quero falar do mundo, quero falar dos pássaros, quero falar das flores, quero falar de você.
Somos efémeros e daí. Levamos connosco a força do mundo. Você é a sua base, você é o seu espelho, não me culpe por ser dona de palavras sem nexo, se não gosta, faça melhor, me desafie, e eu te escrevo um poema, daqueles bem poemas, me elogie e eu não escrevo mais.
Não vim ao mundo querendo reconhecimento pessoal, não quero ser reconhecida pelo que sou, mas sim pelo que faço. Sou daquelas que tem planos de mudar o mundo, não posso me dar ao luxo de me acomodar. Como podem ver pelo teor desse primeiro post sou um pouco egocêntrica, mas quem não é, meu egocentrismo é essa mania que tenho de falar em primeira pessoa. Isso eu acho um defeito que tenho, mas o que fazer, não sei!

Bem, esse primeiro post é só de apresentação.

Ninguém vai ler mesmo.

Do mesmo jeito que vim, me despeço agora, antes que seja tarde de mais.

- Pois é. -