quinta-feira, 26 de abril de 2007

Personalidade, cada um tem a sua?

Bem que eu queria dizer que sim, mas como diz a frase que está logo abaixo desse post:

"nascemos originais e nos tornamos cópias."

eu ouvi essa frase sentada a beira de um lago sob a chuva vendo tartarugas nadar.
Eu não sabia que ali, naquele exato momento, minha vida mudaria completamente.
Bem isso é assunto para outros textos.

Voltando, um, dois, já.

As pessoas perderam sua identidade, quem dera que fosse simples como ter perdido a carteira no trem ou esquecido em algum lugar, talvez tenham esquecido sim, num passado distante.
A caixa mágica, embora não assuma, tem uma grande parcela de culpa nisso.
Lançar/ditar moda¹ se tornou quase igual a criar papagaios.

"Vai "loro" repete comigo:

- Pa-ra-le-le-pi-pe-do.

[...]

Depois de muitas tentativas o cara desiste e fala um palavrão, instantaneamente o papagaio repete o palavrão."

Somos bombardeados de todos os lados com uma porção de informações e cabe a nós distinguirmos o que será bom, no sentido de acrescentar algo positivo, para nós ou não.
Engraçado como depois que a caixa mágica se tornou pop muitos tabus foram quebrados.

"e o futuro não é mais como era antigamente."
Já dizia a legião urbana com sua música Índios.

Será que ainda existem chances?
Continuarei acreditando que sim.
Por mais que você seja original no fim é apenas uma copia.
Mas você só vai saber o quanto é ruim quando alguém começar a te imitar.
E isso tudo é a Babilônia.
Quanto mais eu penso, mas sinto vontade de pensar e no fim, o fim será uma exclamação!

- Ou uma interrogação? -

¹ - não entenda moda apenas como estilo de roupa, o sentido em que está empregado a palavra vai muito alem, abrangendo desde o modo como você escova os dentes até o jeito como penteia o cabelo.

Não perca o tempo, pare ele.

É incrível como o tempo está passando tão rápido.
Parece que foi ontem que eu cheguei em casa e como faço todos os dias liguei a TV e ela me mostrou uma imagem impressionante:

- Um avião entrando dentro de um prédio.

E uma catástrofe que abalaria a base do dono do mundo, os EUA.
É, também parece que foi ontem que estava toda a família reunida na casa de "voinha" assistindo a final da copa do mundo de 1994 e Taffarel que ainda teve seu trabalho poupado quando nos penaltis o jogador italiano Roberto Baggio chutou a gol e a bola foi "pra galera".
Eu lembro bem desse dia, apesar de ter apenas três para quatro anos, estava chovendo e quando o Brasil foi anunciado campeão eu e meus primos corremos pro quintal e começamos a pular e gritar na chuva:

Tetra!!!"

E me parece que ao acordar no outro dia, já era a final de outra copa do mundo, agora a de 2006 estrelando novamente Brasil e Itália.
Só que dessa vez não gritaríamos mais:

"Vai que é tua taffarel!"

E o Brasil não levou o hexa.
E 12 anos passaram como num piscar de olhos, e o mundo não parou de girar, parece até que girou cada vez mais rápido.

E como disse Lenine:

"o mundo vai girando cada vez mais veloz, a gente espera do mundo e o mundo espera de nós..."

E quem diria, estamos no século XXI, talvez não cheguemos ao próximo século, já existe a bomba de hidrogênio, e a qualquer momento a humanidade poderá ser varrida da face da terra, e o que vai ficar?

Talvez as baratas sobrevivam.

Mas tudo isso não importa agora, pois o que me chama a atenção é o tempo.
Enquanto eu estou aqui escrevendo, tem muita coisa acontecendo lá fora, tem gente morrendo, nascendo, sorrindo, chorando, amando, gritando, vivendo, sonhando, mudando o mundo.
E talvez quando a noite chegar, e o sono pesar sobre os meus olhos e a cabeça no travesseiro eu deitar, a noite apesar de ser uma criança, terá seu crescimento acelerado e quando o sol chegar a beijar meu rosto e eu abrir os olhos posso estar no ano 2075, aparentando ter 20 anos devido aos avanços tecnológicos e tudo estará diferente. A água vai ter acabado no planeta, assim como o petróleo e viveremos em cápsulas, e teremos amigos que moram em outros planetas.

Então, segura esse tempo se não ele voa.

A saga dos anjos caídos.

Talvez por descaso dos pais, ou quem sabe por necessidade da família, as crianças brasileiras estão perdendo o direito de viver uma das fases primordiais na formação intelectual e de carater de uma pessoa, a infância.

Cada vez mais trocam a escola por trabalho para ajudar ou até mesmo sustentar sua família. Situação que fica evidenciada nas palavras do cantor e compositor Lenine com a música relampiano:

"Tá relampiano cadê nenem? Tá vendendo drops no sinal..."

E quando faltam os drops para vender no sinal, muitas vendem até mesmo o próprio corpo nas ruas escuras das grandes cidades brasileiras. Outras tantas quando não acham sua vaga no sinal e com o descaso crescente tanto dos pais quanto da sociedade se vêem impulsionadas a entrar em um novo mundo, o mundo do crime.

Juntos, os nossos pequenos anjos caídos se tornam, com sua força proveniente do seu corpo frágil, o ponto de apoio o qual toda uma sociedade se sustenta. E assim eles seguem como personagens principais de uma novela que aparentemente está longe de acabar.

* Esse texto foi minha redação no simulado de segunda fase da federal no cursinho.

terça-feira, 24 de abril de 2007

Todo dia ela FAZIA tudo sempre igual.

Sinto saudades do tempo em que eu era feliz e não sabia.
O tempo em que de dia eu cantava despreocupada músicas de Legião Urbana com uma figura de apelido Búa.

"Somos tão jovens"

As vezes nem tanto.
Me sinto como uma velha cansada e ranzinza. Daquelas que já viveram uma vida toda e as vezes acham que sabem de tudo, as vezes descobrem que não sabem de nada.
Será que eu sou mesmo uma velha? Ou os adultos que estão regredindo?
Juro que não sei.
Mas ao chegar em casa e presenciar algumas cenas, eu me pergunto o que estará acontecendo, será que a televisão concretizou seus planos e fez uma lavagem cerebral na cabeça dos adultos? Ou isso é uma forma tardia de viverem a infância que muitas vezes lhe fora reprimida?
E de repente tudo emudece, os pássaros, a TV. você.
E minha voz ecoa pelo meu inconsciente, tudo passa em preto e branco, e camera lenta.
Sigo em direção a janela aberta, a única coisa que continuava no ritmo normal ou talvez até acelerado era o meu coração, que batia apertado.
A janela aberta, meus pés no parapeito, braços abertos, um impulso.

- Ela não é mais a mesma. -

Seu último desejo infantil se torna realidade, o desejo de voar.
Liberta-se da infância e de uma fase adulta que nunca chegará a ver, mas é sim, talvez alguém que se vai, mais madura que seus próprios pais.

E enquanto "voa" sente o vento afagar-lhe os cabelos, e ao fechar os olhos descobre que era feliz e não sabia, no tempo em que despreocupada, no meio de uma aula de história ou biologia, entoava algumas canções com seu amigo Búa.

E como suas ultimas palavras lhe vem aos lábios:

- Não olhe pra trás, estamos apenas começando, o mundo começa agora, estamos apenas começando.

E para quem já ouviu essa música na versão do CD como é que se diz eu te amo vol.2, fazendo minhas as palavras de Renato Russo.

- Obrigado, Boa noite.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Acho que vou morrer.

Morrer de tédio, só se for.
Tédio de ver grandes grupos fazendo tudo igual.
Sendo manipulados pela filosofia barata de compra que a midia prega para as diferentes tribos.
Tem gosto pra tudo. Mas tem muito mais doido pra tudo.
Principalmente para seguir o que vêem na TV.
Temos: Meninos e meninas que seguem piamente as tendências que a malhação e outras novelinhas juvenis mostram no seu horário de vitrine comercial.
A expressão "estar por dentro" ganhou novo significado nos tempos atuais, ou seja para você estar por dentro no mundo jovem atual basta usar roupas de marca, tênis de comercial, celular de ultima geração e toda uma serie de parafernalia eletrônica que vem alienando cada vez mais os jovens.
Se estar por dentro significa o citado a cima, estar por fora é tudo o contrário de estar por dentro e mais um pouco, ou seja, ter opnião própria, ideias na cabeça, vontade de mudar o mundo, formação intelectual e consciência de cidadania e politica.
Se estar por fora é isso, me desculpem meus companheiros de fase [juventude].
Eu tenho orgulho de falar que estou por fora.