sábado, 28 de julho de 2007

Motivos e prêmios no Café.

A Menina Lunar me repassou o meme:

- Porque ou pra que ter um blog?

E aqui estou eu a responder.

Motivo certo, acho que ninguém tem.
Mas eu tenho algumas possibilidades de motivos.

Ai vão elas:

O - Escrevo porque assim posso compartilhar com o mundo um pouco do meu universo interior que é muito grande e por vezes me foge do controle.
O - Escrevo para dar a quem me lê a oportunidade de por pelo menos um segundo sair do mundo habitual e nas linhas de uma tela ou de um papel poder viajar.
O - Escrevo, pois somente isso sei fazer, e quem sabe assim não poderei construir um mundo melhor.
O - Escrevo por vezes para fugir, dessa realidade que me cerca e me sufoca a cada dia mais.

Eu queria poder dar respostas melhores, mas hoje não me é um dia bom.

Enfim.

Minhas indicações para o meme de Porque ou para que ter um blog são:

O - Milah do blog Prosa Perdida.
O - Gabi do blog Confissões Involuntárias.
O - Gracy do blog Mapa do Meu Nada.
O - Jennifer do blog Subindo no Telhado.

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Agora vamos aos prêmios!

[sorriso]

Fui indicada pela Menina Lunar e pelo César ao prêmio:



Vide regulamento no blog Nada Pra Mim

Meus indicados são:

- Menina Lunar.
- Cozinha.
- Lis Upgrade.
- Namastê.
- O Circo.

Agradeço ao César e a Menina Lunar por me indicarem ao prêmio.
Agradeço a todos que freqüentam o Café na Porta e aqui deixam um pouco de si.

Au Revoir.

Menina do Reggae® - Lua Durand.
Recife, 28 de Julho de 2007.


quinta-feira, 19 de julho de 2007

As incríveis aventuras de João Ninguém.

Começou.
Não se sabe ao certo se foi aqui ou acolá, o certo é que a vida de João começou e foi assim:

Em algum lugar não muito distante de qualquer outro lugar havia uma casa verde e nela morava uma espécie de flor que era até um pouco rara e não se sabe se por banalidade ou por ser um paradoxo, a espécie de flor em questão se chamava Flora.

Flora que foi mãe de João.

Em uma manhã de sol, que também chovia, uma manhã de domingo.

Domingo, primeiro de Abril de um ano não especificado, nasceu João.

Que nasceu diferente de todo mundo, ou diferente de outros João. Esse não tinha um pé de feijão, nem era irmão de Maria, mas era filho de Flora, era isso que ele sabia.

João nunca falou uma palavra, mas não era porque ele não sabia. Era porque ele não via necessidade de falar com pessoas que não o entendiam, mas tudo mudou um certo dia.
Ele era profissional em viver sem ser notado, tanto que ninguém notou quando ele foi embora para nunca mais voltar.
Mas para muitos, isso tanto fazia.

E para Flora a vida continuou.

Naquela casa verde.
Naquela mesma rede.
Onde João nasceu um dia.

E João se foi, não para o céu pois ainda era cedo, mas ele se foi para ver o que tanto escutava as pessoas falarem, ele se foi, para o futuro.

Quando João se foi, ele não era mais Joãozinho mas também não era João, não ainda, não agora.

E ele se foi, com sua pele clara e sua calça escura, ou talvez sua calça clara e sua pele escura.
Não se sabe ao certo, mas é certo que ele foi.

-

A partir de agora serão escritas as incríveis aventuras de João Ninguém que tiveram origem da poesia que escrevi um certo dia
A incrível estória de João Ninguém.


terça-feira, 17 de julho de 2007

Sombras, reflexos e reflexões.


Quando criança sempre fora sozinho.
Até o dia em que quando voltava da escola percebeu que alguém o seguia, aparentemente um garoto e que dependendo do ângulo de visão podia ser maior ou menor que ele.
Correu, até não aguentar mais.
E quando virou, viu que ainda assim não estava sozinho, o outro estava ali, tão ofegante quanto ele.
Sorriu, sentou, conversaram.
Descobriram um no outro grandes amigos.
E foram, amigos de farra, amigos de aula, amigos de alma.
O primeiro era o espelho do segundo.
O segundo era a sombra do primeiro.

De inicio não acreditou.
Depois era tarde de mais.
O segundo conseguiu o que sempre quis.
- Os amigos, os sonhos, amores e no fim também a solidão.
O primeiro nunca mais voltou.
- Foi embora e fechou a porta, a porta do segundo em seu coração.


-

Texto em resposta a pergunta que me foi feita por Abel, no blog Devaneio Abissal.


sexta-feira, 13 de julho de 2007

Samba, circo e solidão.

Ela chegou ao fim da linha.
Dela não conseguiu passar, também não queria voltar, resolveu apenas esperar.
Puxou uma cadeira de uma mesa imaginaria, sentou-se.
Instantaneamente uma música de fundo começou a tocar, ela reconheceu o samba que seu avô lhe cantava quando pequena.
Um sorriso brotou-lhe nos lábios, e como se estivesse vendo da platéia de um circo, no picadeiro o espetáculo estava prestes a começar.
E começou.
Como quem chega sem ser convidado numa festa lá estava ele, o passado, que se mostrava ao mesmo tempo pavoroso e encantador.
Ela não sabia quanto tempo havia passado ali, mas era certo que já era tarde.
Mergulhada em seu próprio espetáculo se assustou ao sentir algo a tocar seu ombro e ao olhar para trás se deu conta de que estava olhando pra frente, o futuro lhe chamava a um passeio, notou que o fim da linha era agora o começo.

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- Olá.
- Au Revoir.

- Espera.
- Estou atrasada!

- Me espera?
- Não posso.

- Tem certeza?
- Não sei.

- Hesitou.
- Acertei.

- Procurou?
- Encontrei.

- Esqueceu?
- Tentou?

- Café?
- Sem açúcar, por favor.

- [Ele sorriu].
- [Ela também].

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Au Revoir.

"Já é tarde amor
O último bar fechou as portas
Te levo pra casa, te coloco na cama
Um beijo na testa, um sorriso talvez
Vou embora, fecho a porta
A porta do teu amor no meu coração também
Ao acordar terá um bilhete de baixo de uma xícara de café
Com os dizeres: "Não me espere, não volto mais.
Au Revoir "

Já é tarde amor
Fingi que não vi você fechando a minha porta.
Fico rolando na cama até conseguir esquecer
Dormir, um sonho talvez
Vai embora, não quero mais esse cinismo, falso amor
Quando saíres terás um bilhete no bolso com os dizeres:
"Não me espere, não volto atrás.
Au revoir"


*
Texto em conjunto com minha companheira de aulas, músicas [cantando], sorrisos, shows de mula manca, devedora atual de baton's garoto e outras coisitas mais. =P

Companheira = Milah Albuquerque
Blog dela: Prosa Perdida
http://www.prosaperdida.blogspot.com - passem l
á, vale a pena.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Rayos de sol no mundo de Ninguém.

Era uma vez [toda estória que começa com era uma vez tem final feliz, não sei se essa vai ter, pois o final não sou eu quem vai escrever.]
Era uma vez, em um lugar nem tão distante de qualquer outro lugar, um garoto que se chamava João, João Ninguém.
João vivia isolado no seu mundo particular o qual só ele entendia, ninguém notava João e/ou podia ver o seu mundo.
Certo dia andando por ai ele viu um Rayo* de sol. O primeiro da manhã.
Certo dia andando por ai, ela o viu.
Passou, olhou e sorriu.
E foi ela quem pôs as primeiras cores no mundo preto e branco de Ninguém.
Ele sorria agora como jamais sorrira um dia.
E por falar em dia, em um certo enquanto do alto de uma montanha ele se despedia do primeiro Rayo da manhã [por do sol], ele soltou no ar palavras que demonstravam o seu apreço.
Ela ouviu, sorriu e foi embora prometendo voltar no outro dia.
Ela se foi, ele não foi.
Ele não dormiu, esperando ela voltar.
[O fim da história não posso escrever, eu não estava lá para saber o que o primeiro Rayo da manhã falou, eu só vi João Ninguém oscilando entre as lágrimas, o medo e o sorriso.]

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* o y no Rayo é proposital.
* Primeiro Raio da manhã, é o significado do nome Rayana.

A estória/história ainda não acabou.

Por favor me contem o final, eu não posso fantasia-lo.
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