segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Blasé.

- O Perfume forte, a garganta seca e a consciência de solidão. -

Aquele cheiro que estava impregnado no seu corpo e que de tanto sentir lhe enjoara em demasia, e agora lhe dava nojo, seu próprio perfume. E na garganta o resultado do capricho de um vicio adquirido na saída da infância, o hábito de fumar. O cigarro lhe era uma espécie de alucinogeno e calmante e se assim puder se considerar, a sua droga favorita. Passava na sua cabeça as imagens da juventude, os vários amigos e a vontade de abraçar o mundo, e tudo isso girava numa espécie de turbilhão.
Sozinho, em casa ia de um canto a outro agoniado, queria gritar e não conseguia, até mesmo a sua droga não lhe trazia mas paz. Despiu-se por completo, deitou-se no chão da sala acompanhado da velha arma de seu pai, pela janela o sol ia embora, assim como a juventude, o que não lhe era concebível, depois do último raio e agora com a escuridão um som rascante cortou o ar, uma vida se esmaeceu e no cinzeiro um cigarro inacabado se consumia na própria chama perto de um bilhete que dizia assim:

- Aos 25 eu fui, a vida continua.

Sim ele foi, ninguém notou.

-

Peço desculpas a todos pela ausência.
Muitas idéias, pouca inspiração.
Responderei aos memes e indicações a prêmios e selinhos em postagens futuras.
Obrigada a todos.

Au Revoir

01.10.2007
Lua Durand.


42 comentários:

César Fernández disse...

Atéquinfim!

Que liiindo *_*
Caramba, eu viajo nos teus textos
:X


Beijoo

alexandre disse...

Não se vá...aqui é muito bom! Volte...

alexandre disse...

O link certo é este

Ch disse...

Ooopa...
Como está, minha cara?
De fato, percebi sua ausência neste espaço já por algum tempo.
Sei como são esses caprichos da inspiração, que às vezes some e parece não querer voltar. Mas vai voltar, sim.
Enquanto isso, sirvo-me de um expresso quente de pelar língua!
Texto assim...na veia!
Abraço do
Carlos

Mariane Monteiro disse...

Obrigada pela visita...aqui, sempre um belo texto!! Não abra a mão disso!!!! As idéias estão no ar. bjsssssss

Anayar disse...

Acho que antes dele se matar, pelo fato de meu último eu ter ido embora, ele, minuciosamente, forjou uma fuga, e foi à casa de Paula, consequentemente encontrando Taís, a gemia má, e praticando - o intrigante - homicidio. Chego à conclusão que ele não se foi sem ser notado e que ele é um grande salafrário, mesmo eu não sabendo exatamente o que signifique isso.
beijos, e me liga!

Mila disse...

luuuuuuuua
não vou comentar sobre o texto poru ele é muito triste para o dia de hoje, mas é lindo, não pra hoje!!

porque hoje vamos sair "pra ver a banda passar cantando coisas de amor"
é, eu to viciada em chico, porém não mais que voce, se é que me entendes XD~

PARABÉÉÉNS! amo-a ;*

linny disse...

parabéns pelo blog, vim fazer uma visita pois ja tinha visto voce em blgos de amigos meus.

:*

inutilia sapiens disse...

parabéns, lua bonita!
quero um samba pra me aquecer...
besos!!!
belo texto...

Ludmila Prado disse...

que emocionate...
maravilhoso o texto cheio de sentimentos e energia.

você escreve bem
meus parabens

valeu pela visita
volte sempre bjos

Ludmila Prado disse...

ti linkei tudo bem?

Adriana Araújo disse...

INTERESSANTE A FORMA COMO VC ESCREVE....
Suas palavras, seu ritmo, algo contido q, de repente, grita...

Gostei do seu café!

Superbeijo!!!

subby disse...

talvez ngm notou pq todo mundo já sabia.

mto bom, moça bonita.
;*

Hélder, o míope disse...

Até quifin!

x]
gostei muito do texto.
devias escrever um romance policial também.

ps: parabéns!

Lais Mouriê disse...

A vida continua mesmo sem vida!

Adorei a visita e esse belíssimo triste texto! Parabéns

Lais Mouriê disse...

Ah, e eu te incluí nos meus indicados, viu???

Lugar de encantos, este!

Fernanda e Poemas disse...

Lua, adorei o teu texto.
Muita inspiração e muita felicidade é o que te desejo.
Muitos beijinhos!
Fernandinha

Anne disse...

Realmente, andou meio sumida vc, não? Mas o importante é q está devolta!!! Achei lindo o texto, mas bastante triste tb! Sempre mto bem escrito, adoro vir aqui! Por isso q estranho qdo vc some...rs
Não fica mais tanto tempo longe não, heim?
Bjokassss

Analuka disse...

Também gosto de violeta... e azuis, e lilases, e laranjas, e alizarins...

Lord of Erewhon disse...

Um apontamento do quotidiano cruel, que está cada vez mais por todo o lado.
Se todos esquecem - cabe aos escritores lembrar.

Loh_rayne disse...

senti saudades

:*

Pedro disse...

Será esse o fim de uma vida?
será que era isso que esse rapaz queria?

eu acho que vem continuação por ai!?!?

hehehe

bjo Lu e parabens por + um texto impar.

eupatriciamesmo disse...

não sei como vim parar aqui... juro.
mas adorei chegar.

olha,
seu texto é muito bom.
vou ler os próximos e te linkarei em seguida, sim?

engraçado...
acabei de completar 25.
com essa leitura, deu vontade de ir tbm.

beijo meu.

Hélder, o míope disse...

selando com chave de ouro o dia que essa minina nasceu.
Uma vida e uma morte.
é "a vida continua."


x]

ALF disse...

Que texto hein.
Uma sensação mórbida, inebriada numa atmosfera de medo.
coisas inacabadas, vida que se vai
junto com o ultimo raio de sol.

Que esplêndido.
Adorei.

Beijos minha cara.
Sentia saudades.

Mel disse...

Então estamos voltando! E o seu retorno veio cheio de coisa boa!
Beijo e bom fim de semana!

Claudinha disse...

Às vezes ninguém nota mesmo... Beijos, ótimo texto!

Jeniffer Santos disse...

mais um belo conto!
parabéns!

x)

beijos!

Claudia Lis disse...

Lua,

Que bonito, ainda que triste. A solidão realmente é como a morte. Algo totalmente sem vida! Mas por que ele optou por esse caminho? Não haveria uma outra solução, ou ele simplesmente não estava disposto a enfrentá-la?

Você escreve muito bem, seja sobre homens ou mulheres, as palavras estão sempre afiadas.

Beijoca Lua

Bia Ferreira disse...

Bom texto!! pena que vc demora tanto pra postar.. tem uma narrativa tão envolvente..
beijocasss

Felipe Dib Boufflers disse...

parabéns pelo texto! ;D

O Profeta disse...

O teu espaço tem um particular encanto...


Beijinho

Antônio Alves disse...

Acho a melancolia tão poética, deve ser bom morrer assim!

Abraços

Antônio Alves

Gabi disse...

Um sutil Déja Vú nesse texto.

será?

Cuidado moça,á se mostrando até pelo avesso.

Cuidado na vida.

:*

Long disse...

oi... so pra falar que eu fiz uma coisa que deveria ter feito há muito: linkei seu blog...


obrigado,

ps: desculpa mas ainda naum li seus posts estou com um pouco de pressa...

Jane disse...

maravilhoso, dá para viajar com seu texto.Belissimo.
Parabéns!!!

Enterufter disse...

Cruzes!!! Me arrepiei aqui.

"Aos 25 eu fui, ninguém notou"

Ai...me arrepiei de novo!!!..rsrs

Que Saudades...e já fez minha mente e pele trabalharem com tanta emoção nos textos.

Beijo grande!

Ana disse...

então,mto bom o texto..
sabe,seu irmão achou minha cara e me mandou..
desde q nos conhecemos ele me pede p parar de fumar..e eh nesse texto q tvz busque o meu melhor..

Múcio L Góes disse...

forte. dói, mas é belo. muito belo.

bjo, querida!

Rafael M. disse...

Parabéns pelo seu blog!

O Enxadrista disse...

Sinceramente, não curti...

Mas, deve ser só pelo fato de eu não me enquadrar no público-alvo do seu blog :)


Abraço.


http://oenxadrista.blogspot.com/

vinicius disse...

então. sobre o q eu falava sobre psicologia "masculina" eu achei que aqui foi um pouco mais além. até porque o que caracteriza um homem nesse conto? o gênero andrógino? acho q n! talvez a arma do pai... aqui eu senti que a psicologia (independente do sexo, isso já não importa) migrou para um mundo mais imagético! e disso gostei, inclusive da referência a dostô

beijos