sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Valsa do sem fim.

Ninguém nunca soube.
Ninguém nunca sentiu nada.
O mundo parou nos olhos de ninguém.
A saudade ficou.
A saudade e a idade.
A idade essa sim passou, foi para bem longe, onde não se pode mais alcançar.
Os cabelos ficaram brancos, a memória nunca mais voltou.
E a solidão sempre fica.
Aqui.
Do lado de lá só tem desprezo, onde do lado de cá só tinha amor.
A idade e a saudade, a saudade e o amor.
O amor chegou agora, atrasado.
Nessa festa tão bonita onde tem palavras.
Tem samba e tem sabor.
Sabor de estrada.
Daquelas que não tem volta.
Mas tem começo, meio e fim.
- Hoje um pedaço de mim foi embora. -
- Hoje um pedaço de mim nunca mais voltou. -