sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Sou.

Fora dos meus olhos o mundo chove.
Sinto falta de mim, de ser o que não fui.
Vejo a vida e não me vejo, ando e não lembro de nada.
Volto de onde não estive, ao meu redor as pessoas estão paradas.
Ninguém nota, nem eu.
Olho o céu, não há nuvens, o sol brilha, meus olhos chovem, nada há no lugar.
Faz frio e não me importo, meu corpo nú caminha, minha vontade de ser sumiu.
O que resta basta, não para mim.


10 comentários:

César Fernández disse...

Como sempre.

Belo (:

Eolo, Senhor dos Ventos... disse...

Profundo, sensível...

Seus textos continuam encantadores.

Muita luz.

Iterashai.


Beijo

Dri disse...

Por mais que chova, o sol sempre volta. Bom dia!!

Jaya disse...

O mundo chove dentro em mim, às vezes.

Belos versos em notas, Lua.

Te beijo, com carinho.

ferdi disse...

Senti falta de tomar um café aqui.
Continua uma delícia!
Beijos!

Thiago disse...

Pra quem anda com um pé na lua e outro cá, não deve mesmo bastar! E espero que nunca 'baste', porque eu, pela mesmíssima razão, subiria, de cor, os úmidos labirintos dos teus passos, permaneceria em intrigada levitação
à espera que o universo me deitasse ao chão,e no dia em que me viessem soletrar, desabaria inevitavelmente quando me baixasse para te abrigar.
deixa que chova.

Rafael Velasquez disse...

um vazio de existir, quase, pouco e tanto.

As Verdades Esquecidas disse...

você tem o dom das palavras! (;
com certeza volto para outros cafezinhos.

acqua disse...

As vezes o silêncio fala por mim, mas nem sempre. Mas agora eu me calo, apenas sinto na pele. Beijos meus

molin' disse...

a gente nunca se basta...
lindo

beijos