sábado, 6 de junho de 2009

Pedrolino.

Vazio. Ausência de tudo, ausência do mundo.
Dor. Doía. De uma forma que pensara já ter esquecido.
Tudo doía, tudo.
Ouvido, olhos, boca, coração.
As palavras criavam formas a sua frente.
Soluços (Lágrimas). Soluções (Entendeu).
Chorava. (Baixinho para não acordar a casa).
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Silêncio.
Silêncio e olhos presos ao mundo.
Ao redor a vida explode.
Dentro dele há um turbilhão.
Ainda assim observa a espetáculos que se desenrolam ante seus olhos.
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Infinito
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Gostava de deitar na areia da praia e fitar o céu, por vezes achava-o desabando sobre si, sorria.
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Vazio!
O copo?
O corpo?
O chão.
Da sala quando ela se foi.
Da casa, do nada de então.
A inexistência de um ser ficou gravada na pedra e tumultuada em versos se explicou.
Derramou-se os olhos em lágrimas quentes e dentro de um corpo (vazio) um coração parou.
Sorria desvairado por entre corredores escuros, labirintos que se comunicavam dentro de uma mente sã.
Desconstruíra o que não fora construído.
E o que ficou, no fim ninguém lembrava.
Não (se) importava, (pois) achava que o que realmente valera a pena ficara perdido no ar.
De tanto não querer (ser), inexistiu em uma manhã chuvosa de um dia qualquer, que nunca haveria de ser (especificado).
Vazio, os olhos ficaram. Tudo ficou, em tempos idos que não voltam mais.
Disseram que sorria, quando o vazio chegou.