terça-feira, 7 de julho de 2009

Alado.

Ao lado um livro de Pessoa.
Ao meu lado alguém dorme, eu não.
Levanto, calço o chinelo, de pijama mesmo vou a rua.
Hoje eu quero sair com o sol.
Hoje eu quero sair só.
Não chove, choveu ontem, posso ver as estrelas que brilham para os sonhos de pessoas que ainda dormem.
Não sei em que momento foi, em algum momento me vi com os pés descalços, me vi claro, escuro, nú, vestido, e de repente não me vi mais.

14 comentários:

Bruno disse...

Só não voa alto demais, que quando o sol nascer pode derreter a cera das asas.

- lua disse...

ainda bem que tu avisasse a tempo.
as vezes ele esquece dos limites, e quer voar cada vez mais alto.

:)

teoriasimpossiveis disse...

O despertar é sempre ingrato, nem sempre a gente tem tempo de verificar as nossas laterais e construir nossas próprias ilusões.

Um excelente dia pra ti, com Pessoa ao seu lado sempre...
Lunna

Maria Ienke disse...

Como é bom estar aqui!
Pena que anda meio sumida...
Beijo!

Thiago disse...

winged leaves can sing in the sun.

:*

c disse...

Eu ví...

saudades dqui!

Cackau Loureiro disse...

Eu ví...saudades daqui!

Hélder disse...

Peguei um pouco desse poder de voar, agora. A sensação é a mesma, só falta sair do chão.

O que tu escreve me faz bem!
;D

x disse...

imaginei a cena, linda!
um cheiro

aldo simeao disse...

adorei o lugar...aproveitei e tomei uma chicara.
abrcs

Éverton Vidal Azevedo disse...

E quando a gente desperta e nao encontra aquele ser amado ao lado, sempre see pode voltar ao livro de Pessoa né. Poesia é companheira de infortúnios também.

Carol Rodrigues disse...

Imaginei a cena. Lindo! *-*

Muito Melhor que a tua Ex. disse...

que lindinha que tu é! adorei :D :D :D

beijocas

Jéssica disse...

Que...

Lotado de significados e interpretações e continuações.

Adorei.