terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Sobre Sentir.

Sinestesia. No corpo todo, e com tudo e mais. Sentiu as cores, viu os sons, ouviu as imagens, saboreou as palavras. Chorou todas as lágrimas. Sorriu todos os sorrisos. Amou todas as pessoas. Leu todos os livros. Ouviu todas as músicas. Sonhou todos os sonhos. Viveu. Cansou. Cuidou. Cantou. Voou. Pássaro, passando, passou. Era vários ao mesmo tempo, era um só. O coração pulsava dentro do peito, batia desesperadamente. Queria viver tudo. Todas as possibilidades. Voou tantas vezes. Ao pousar. Carinho, colo, dedos entrelaçados, tênue, voava novamente. E voou, voou, voou. Viveu, sorriu, chorou. Embriagou-se de vida. Ainda assim sentia não ter vivido tudo. Tentou voltar. Pra onde? O passado não existia mais, o futuro não existia ainda. O tempo corria, e ele voava. Olhos fechados, vento. Vôo. Livre. Ar. Ser. Puro. Só. Sonho. Um. Mil. Vento. Vôo. Livre. Sinestesia.

6 comentários:

Anônimo disse...

"saborear as palavras": juro que senti cócegas na língua.

Lua Durand disse...

e isso é bom, ou ruim? :)

Anônimo disse...

ah, não se trata disso, de jeito nenhum. foi só uma impressão que tive, e deu vontade de compartilhar.

Lua Durand disse...

isso é bom então, Anônimo! :)
quando se sentir a vontade, pode me dizer quem és?

Carol Rodrigues disse...

Essa sensação de não ter vivido tudo é sempre constante, né?

Kle disse...

é bom sentir as coisas... cada uma por sau vez... sorrir é o meu predileto