O último dia, ou:
Passarinho na gaiola, quando canta é de tristeza.
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Inconteste. O coração bate dentro do peito e se alastra para o corpo todo, eu sou em todo coração. A vontade que dá é de ir embora de vez, desse mundo, dessa realidade tão irreal. Tudo ao redor parece vento, sei que é só abrir os braços, o mundo é meu, o corpo não.
Incoformo-me. Tudo é tão pouco, eu só quero ir além do tudo, e mais ainda, de mim.
Não tem jeito, não há mais hora.
O mundo borrado, o mundo tremido, o mundo desequilibrado treme, não de frio.
As formas dançam ante os meus olhos, e eu saio do corpo a qualquer momento agora, quando eu quiser, naturalmente.
Eu não pertenço a mim, meu corpo esta passando, o vento me carrega para longe, o corpo se desintegra, tudo o que fica é luz.
Leveza, cadê?
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Passarinho voa, voa.
Passarinho só quer voar.
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Para ver/ouvir/sentir: O velho - Chico Buarque.
7 Comentario's:
Tudo é muito passageiro... Não há tempo a perder com coisas que não merecem atenção.
Belo escrito!
;D
Acho que sou então que nem um passarinho. Só quero voar, voar pra longe de dia-a-dia sem vida e sem emoção. Quero experimentar novas realidades, novos sentimentos. Preciso sempre de novidades ou a monótona realidade me mata.
Olá Lua, de vez em quando dou uma passadinha aqui pra ver se você escreveu algo novo, me identifico bastante com a sua maneira de escrever, posso dizer que somos muito parecidas no jeito de pensar. Curto muito seu blog. Bjs e até a próxima, tchau!
Ninguém se pertence. Apenas roubamos um pouco de nós a cada dia para voar.
Lindo texto. Beijos.
Leveza tá nesse post, ué. Coisa mais linda :)
Muito bom.
Leveza estonteante, hem?
Um abraço.
Lua Lua, meu amor! Leve como tudo deve ser! Leve como tudo que tu faz é. E se o nosso redor parecer vento, que criemos asas então para podermos ir além de tudo, naturalmente.
Encontro aqui o Buarque, [re]encontro aqui tuas letras e o meu bom e amargo café.
Sempre quentinho.
Cheiro.
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