sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ainda mais uma vez, O último dia.

Ou: Sobre a necessidade de renovar-se.
Ou ainda: Dormir, é morrer um pouco, a cada dia. 
Ou talvez: Pelo menos uma vez por ano chegamos ao fim de uma parte, e ao início de outra.

* Escrito originalmente no dia 30 de Setembro de 2010, durante uma aula de Sociologia da Arte.

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O coração para, enquanto a cidade esfria. Tudo cai. Mascaras, verdades e pessoas. A inexistência passa a ser verdade, para mim. O talvez que escondia infinitas possibilidades dói agora bem menos que o nunca mais que se faz presente em todos os lugares. A vida se esvai. Em mim, o preto e o branco se derramam feito água, e levam todas as cores do mundo.
A última valsa soa no ar, do último dia, do último pôr do sol. A vida segue o seu rumo, crianças brincam na rua, homens andam apressados, mulheres na beira do fogão, meninas suspiram na janela. Revisito tudo o que já passou nessa terra, me detenho nos dias de sol quente e coração rachado. O sol para, o coração seca o rio que não chegou a encontrar o seu aprumo no mar.

Nunca mais nessa vida eu vou ter novamente 19 anos de idade.
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(Recife, 11 de Fevereiro de 2011
A todos que por aqui passam, obrigada.
Lua.)

2 comentários:

Hélder disse...

É muito interessante quando nós temos uma visão diferente sobre as coisas, colocamos um pouco de saudosismo, filosofia...

Muito bom!
;)

Laura K. disse...

É incrível como uma vida tão colorida pode tornar-se preta e branca em poucos segundos.