quarta-feira, 28 de março de 2012

1.

* postagens aleatorias de 2012, ou apenas reflexões.
**escrito originalmente no dia 20/12/11, porém sempre atual.


Cansei das dores, lágrimas e tristezas dos amores mal resolvidos. Cansei da espera, ansiedade e solidão desse tempo todo em que o futuro foi maior que o presente. Cansei de falar sozinha na frente do espelho, e de me arrumar para um dia que nunca chegou. Cansei de ficar olhando o telefone, vendo o e-mail ou esperando alguém bater no portão.

Você nunca chegou. Nunca esteve. Nunca sentiu.

O futuro é construído no presente, que o próprio nome já diz, é um presente. É tudo o que nós temos, que eu tenho.

Eu quero a presença, a constância, o carinho, o abraço. De alguém que esteja aqui no agora. E não de alguém que só esteja disponivel pra mim no futuro, num talvez. O talvez esconde as infinitas possibilidades da vida. E isso agora não me dói mais. Porque até no presente existe o talvez.

O passado passou, é fato. E de vez enlouquecer pensando no que eu poderia ter feito diferente, penso agora que tudo aconteceu como tinha de ter acontecido, pois se não eu não seria exatamente quem sou hoje. E hoje quem eu sou me agrada. Pois tenho hoje muito mais coragem, maturidade e sinceridade, fruto de tudo o que construí nos tempos que passei.

Não, não sou perfeita e esse não é o caminho que eu busco. Quero apenas aproveitar a vida e todas as infinitas possibilidades que se apresentam ao meu redor. Um dia depois do outro. A vida é agora e não é banal.

Até a vista.

sábado, 24 de março de 2012

Amargosa.

Quis fugir, para qualquer lugar do mundo onde pudesse ver nos olhos das outras pessoas clareza e lucidez. Do lado de cá, do lado de fora dos muros, todos estão loucos. Todos vivem no caos. Na busca do imediato. São marionetes envolvidas nas teias pesadas do passado. São pássaros de asas molhadas que mesmo que queiram não conseguem alçar vôo para o sol. 
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Há uma criança dentro de mim que acredita, apenas acredita. Eu não quero que ela vá embora, mesmo com tanta tristeza que diz não valer a pena acreditar. Quero ser sol, nuvem, água, poeira e vento.

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Luiza
18/03/12

quarta-feira, 21 de março de 2012

Expresso sem açúcar.

* postagens aleatórias de 2012.
ou um pouco de alma e coração.
ou ainda, organizando a casa.

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1.
Qual o melhor ângulo para se enxergar a alma? - Questionava-se.
A resposta era simples: Para olhar a alma tem que ir pra dentro, em busca dela.
Nem sempre se consegue achar.
As vezes o corpo é maior, as vezes é o coração.
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2.
Ir para dentro não significa que estou em depressão ou sofrendo. 
É que as vezes eu preciso de silêncio para conseguir ouvir a minha alma.
As vezes eu preciso de leveza.
Me sinto cansada do fluxo pesado das relações humanas.
Será que sempre foi assim?
Ou a sociedade moderna se transformou no caos?
A vida não é banal.
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3.
O que me cansa é o ciclo que se repete.
Como quebrar o meio?
Não.
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4.
Sonhei que eu mergulhava, e o mar me envolvia.
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5.
As relações humanas nas sociedades modernas estão imbuídas de um peso.
Os homens que sentem medo de si próprios se escondem sob capas que possuem espinhos.
Espinhos que penetram no corpo, atingem a alma e abrem feridas.
Com isso o caos se instala.
Todos estão marcados.
Leveza esta longe.
O medo não deixa.
A mente não pensa.
O coração virou pedra.
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Luiza,
Entre 19 e 20/03.