domingo, 20 de maio de 2012

2.


* postagens aleatorias de 2012, ou apenas reflexões.

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Tentarei escrever essa história não para mostrar que eu sou sublime, mas para tentar colocar um pouco de ordem no caos.
Não entendo porque tantas voltas se tudo acaba no mesmo lugar.
Estamos apenas de passagem, e passamos uma e tantas vezes no mesmo lugar, em vários corpos, muitos sonhos, um único objetivo.
A modernidade nos trouxe uma nova cosmovisão. E hoje apenas respiramos, mantemos o corpo vivo, vivemos para o corpo. Calamos a alma, deixamo-la cega, surda e louca.
Não há destino?
Todos os homens serão santos, um dia.
Escrevi dois livros nessa vida, um conta a minha vida e o outro a vida que eu queria ter.
Vivi tudo, amei e até cri. E hoje sonho apenas com um pouco de leveza.
Sonho com asas que se desprendem de mim. Sonho em ser leve e voar.
Em que lugar ou momento da vida nos perdemos? Quando pareceu mais fácil? O que há por trás do véu de Isis?
Somos pó de estrela, somos poeira, somos luz.
Somos aqui água.
A verdadeira riqueza mora na liberdade de ser. As amarras são construídas. Os nós sempre estiveram livres, mas fomos iguais a passarinhos que entram em choque quando a porta da gaiola é aberta. A liberdade assusta.
Você está aí?
Abra os braços, e vamos voar.
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3 comentários:

Marlua disse...

Abri os meus há pouco tempo.. Nunca tive medo da liberdade, sempre me joguei de cabeça. E por mentiras sinceras minhas asas foram cortadas. Agora, com verdades afáveis elas se tornam fortes novamente para um novo vôo. Abri minhas asas.. vamos voar?

Janayna disse...

não consigo voar,na verdade, prefiro ficar no chão. já cai muitas vezes, e não quero mais voltar a cair.

Sofia disse...

Prefiro mergulhar, trocar as asas por pés-de-pato.