domingo, 24 de junho de 2012

A história (não contada) do amor.

Quando o coração não vê, e os olhos não sentem, a alma padece. O amor corrói, suga, sufoca, acalma e mata. Sim, morre-se de amor. Daquele amor que envenena, que obnubila a visão, que ensurdece. Daquele amor que explode, que ilude, que não se realiza. O amor é uma convenção, é uma regra e ao mesmo tempo a exceção de todas as regras. É paradoxal, é inconstitucional e arrebatador.
O amor não suporta clichês, ele é único, criativo, e inovador. Mata-se o amor, e os amantes, ao se buscar as mesmas histórias do passado, no presente, para o futuro. O amor não quer motivos, seguranças ou saudades. Ele quer vontade, intensidade, e mais que tudo, verdade. O amor quer o agora, o aqui, o momento e o sempre. O amor não é doce e rosa. É vermelho e intenso, é corpo, alma e coração. É a mistura do mar com o rio. Do rock com o jazz. O amor é uma dança, é um jogo, é um filme.
Vende-se o amor, em farmácias, cinemas, esquinas, e rodízios de carne. O único preço é o quanto você pode dar de si, para o amor.


7 comentários:

Janayna disse...

o amor que você descreveu é o que tenho para dar, mas não existe ninguém para receber.

Tamara Esmin disse...

Lembrei uma música, uma das muitas que proferem o amor.. "Tornar um amor real é expulsá- lo de você, para que ele possa ser de alguém." Nando Reis

Nininho disse...

"hoje em dia as pessoas sabem o preço de tudo e o valor de NADA"

wilde!

Sofia disse...

vende-se o amor nos comerciais de carro da tv. haha

Laura K. disse...

Para que relembrar o passado se um futuro nos espera com as portas abertas e amor de sobra?

As Flores e Eu disse...

Muitos querem tanto sem dar quase nada.

Gabriel Castro disse...

O valor de ler um texto desses no exato momento em que você precisa saber que outra pessoa se sente dessa forma é indescritível.
Adorei.
Se puder dar uma olhada e nos dizer o que acha: http://estadoimponente.blogspot.com