segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Espelho.

- Sabe qual é o seu problema?
- Não...

- É que você fala sorrindo!
- Eu?

- Você fala sorrindo, riso aberto, provocante, incontrolável. Não tem ser que aguente tanta leveza assim. É sua arma, seu jeito, sua verdade.
- Eu não sei se falo assim.

- Fala sim, até quando não fala. Seu sorriso ecoa.
- Como voz?

- Também.
- [...] (Sorriso aberto)

- Nem adianta tentar seriedade, seu sorriso ecoa.
- Nem tento mais.

- É o que vai ficar na memória.
- Como a sua voz, que não me deixa.

- Talvez.
- Talvez.

- Luz.
- Leveza.


Luiza.

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