segunda-feira, 27 de abril de 2015

Sobre o ínicio do Caos.

Estou a beira do abismo. Olho pra frente e só há o infinito. Onde tudo se mistura e eu me perco. O vento passa por mim e vai embora. Estou só e sempre de passagem pelo Tempo. Estou despida de tudo. De valores, versos e sons. Sou o eco do silêncio que grita em minha alma. Estou a beira do precipício, onde tudo se perpetua e acaba. Estou a beira do abismo que se chama minha alma. Posso deixar o corpo leve e então cair em queda livre. Cair não mais importa quando se aprende a levantar. Estou a beira do abismo, e agora já não sei mais, se voo, ou se caio.


terça-feira, 21 de abril de 2015

Auto Retrato com Capa



 * Auto retrato com Capa é o título de um quadro de Picasso.


Hoje me sinto a beira do abismo da loucura. A insanidade que permeia o limiar das paixões. Por não saber lidar com o fogo, e por também ter medo de me queimar, acabo mais ainda atiçando as chamas, que correm pra cima de mim, enquanto eu penso que as afasto. Eu que sempre achei ter a resposta pra tanto e tudo. Eu que sempre achei ser madura e forte o suficiente. Hoje sei que fui vencida, por mim mesma afinal. Pelo meu passado recente e anterior, antes de mim, dessa carne e desse corpo. Meu espírito que em diversos momentos caminha serenamente, ainda não aprendeu a lidar com as potencias que as paixões humanas desencadeiam. Sofro com isso, criando mil situações e cobrando coisas incobráveis. Tudo por querer tudo. Por querer sempre o cheio, e nunca a metade. Por  querer o que explode e não o que sossega.