segunda-feira, 27 de abril de 2015

Sobre o ínicio do Caos.

Estou a beira do abismo. Olho pra frente e só há o infinito. Onde tudo se mistura e eu me perco. O vento passa por mim e vai embora. Estou só e sempre de passagem pelo Tempo. Estou despida de tudo. De valores, versos e sons. Sou o eco do silêncio que grita em minha alma. Estou a beira do precipício, onde tudo se perpetua e acaba. Estou a beira do abismo que se chama minha alma. Posso deixar o corpo leve e então cair em queda livre. Cair não mais importa quando se aprende a levantar. Estou a beira do abismo, e agora já não sei mais, se voo, ou se caio.


3 comentários:

Felipe Dib Boufflers disse...

ótima escrita, precisava ler algo assim hoje!

Hévellyn Patrícia disse...

Pular, cair, mergulhar... se é no abismo da própria alma, você só vai se encontrar (mais)

Unknown disse...

:)

Luis Amaral.