quinta-feira, 3 de março de 2016

Pequenos momentos de completude.

"- Você é louca.
- Não, você não é louca. Você é o azul do céu, e o azul do céu é você."
(conversa comigo mesma)

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Muitas perguntas e tão poucas respostas. A mente mente. A mente engana e infla o ego, e o que mais houver. É um esforço diário e constante para buscar o equilíbrio. A mente mente, e tenta toda hora me falar algo do passado (que não existe mais), ou projetar algo do futuro (que não existe ainda, e provavelmente o que foi projetado não existirá). Tudo o que temos é o presente, é o instante do agora, é esse segundo ou milésimo, e não o que passou, ou o que passará. O agora é o real e o vivivel, e apenas isso. E  nos muitos agoras de um dia inteiro, é possível perceber tudo aquilo que não vemos.
Hoje eu vi o céu azul, justamente quando um pensamento avulso me assaltava a mente, tentando enceguecer meus olhos para que eu não visse o céu. 
Mas o azul, a imensidão azul foi e é mais forte. E naquele momento, senti que eu era o azul do céu, e descobri que o azul do céu sou eu.
Porque sim, eu sou sagrada, e sou (um pedaço de) Deus.