quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Sentimento sobre ser.

Sou barco que navega mar aberto, sem âncora, porto ou cais.
Baixo o céu alaranjado, de infindos nascer e por de sóis.
Sou o vento que empurra a vela.
E que quando tempestade parte ao meio árvore perene.
Sou a brisa que passeia por cabelos.
Sou o sopro divino criador.
Sou a gota que esborra o copo cheio.
Sou a água que segue em correnteza.
Sou a queda que no abismo se condensa.
Sou a onda que afoga o traidor.
Sou a sombra que da luz resplandece.
Sou o raio que se espraia da janela.
Sou o claro clarão da lua cheia.
Sou o sol que a vista enceguece.
Sou o som, o silêncio e a serpente.
Sou o que explode e também o que sossega.
Sou o jorro liquido do sêmen em contato com a água fecunda do ventre.
Sou a semente que do fim tudo recomeça.

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Luiza Durand, 02/11/2016

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